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IDENTIFICA???

  • Pederson B.V.
  • 2001
  • Article
  • Portuguese
  • Beekeeping & Development 60 9 Text on this website


IDENTIFICAÇÃO DAS ABELHAS MELÍFERAS DE CABO VERDE

por Bo Vest Pedersen, Zoological Institute, Department of Evolutionary Biology, University of Copenhague, Dinamarca

 

A Abelha melífera ocidental, Apis mellifera divide-se em aproximadamente 25 sub-espécies (raças) adaptadas a diferentes partes da sua área de distribuição original, que engloba a África, Ásia Menor e maior parte da Europa (Ruttner, 1988). As sub-espécies tem sido delimitadas e descritas com base nas variações em características como a morfologia, tamanho, cor e comportamento, usando para isso complicadas análises estatísticas. Infelizmente, pode ser bem difícil de distinguir entre algumas sub-espécies. Nesse caso, o uso de modernas técnicas de análise de DNA podem ser úteis. Comparações da ordem de quatro bases (g-a-t-c) em certos genes ou regiões do DNA mostram que indivíduos aparentados possuem praticamente a mesma ordem na sequência de bases. A extensão de coincidências nas sequências de bases pode nos dizer algo sobre a evolução dos espécimens estudados (Cornuet et al, 1991; Pedersen, 1996; Pedersen, 1998).

 

Várias análises de DNA em abelhas melíferas do ocidente, Apis mellifera tem demonstrado que seu parente mais próximo é a abelha melífera asiática, Apis cerana (Willis et al, 1992).

 

Análises do chamado DNA mitocondrial e, especialmente da região compreendendo o gen Citocromo oxidase I, o gen RNA-tLeu , a Região Intergênica e o gen Citocromo oxidase II tem mostrado que a abelha melífera ocidental, Apis mellifera pode ser dividida em três grupos de sub-espécies baseado na variação de DNA:  dois grupos europeus, 1) As abelhas melíferas pretas do Norte e Oeste da Europa, Apis mellifera mellifera, e 2) as abelhas melíferas mediterrâneas, Apis mellifera anatoliaca, Apis mellifera  carnica, Apis mellifera cypria, Apis mellifera ligustica, e várias outras, e 3) as abelhas melíferas africanas, Apis mellifera capensis, Apis mellifera intermissa, Apis mellifera scutellata, e muitas outras.

 

As abelhas melíferas de Cabo Verde

Dois anos atrás, Ole Hertz enviou-me alguns espécimens de abelha melífera das ilhas de Cabo Verde para identificação. O DNA dessas abelhas foi extraído, amplificado e sequenciado para analisar o parenstesco dessas abelhas com outras abelhas melíferas. A região mitocondrial mencionada anteriormente foi analisada – isso significa 2017 pares de bases.

 

A ordem das bases mostra que as abelhas de Cabo Verde pertencem ao grupo africano de sub-espécies. Do ponto de vista técnico, essas abelhas possuem várias similaridades com as abelhas africanas, também a região especial P, que é ausente no grupo mediterrâneo e 13 pares de bases mais comprido nas sub-espécies africanas do que nas abelhas pretas do Nore e Oeste da Europa. A comparação da região P das abelhas de Cabo Verde com a da abelha africana Apis mellifera intermissa (De La Rúa et al, 1998) difere tanto que fica claro que a abelha de Cabo Verde não é a Apis mellifera intermissa.

 

A figura é uma árvore evolucionária que descreve o parentesco estudado de várias abelhas melíferas da África, a abelha melífera asiática, Apis cerana e representantes dos dois grupos europeus de sub-espécies, Apis mellifera mellifera e Apis mellifera ligustica. A árvore é chamada de ‘árvore de junção das vizinhanças’ baseada nas comparações de variações nas bases (1457 pares de bases) no gen CO-I de todas as abelhas estudadas.

 

Todas as abelhas melíferas africanas constituem um grupo de várias ramificações. Duas sub-espécies baseadas em material da África do Sul podem ser reconhecidas na árvore. As outras linhagens africanas não foram identificadas a nível de sub-espécie. As abelhas melíferas de Cabo Verde possuem um parentesco muito próximo com as abelhas da Gâmbia (as linhagens 28, 33 e 38) e juntas essas abelhas parecem formar um grupo independente – presumivelmente uma nova sub-espécie.  Muitas das outras linhagens da África Ocidental formam grupos equivalentes.

 

Concluindo, as abelhas melíferas de Cabo Verde estão proximamente relacionadas com as abelhas da África Ocidental, especialmente as abelhas da Gâmbia. O presente estudo também mostra que a variação no DNA das abelhas melíferas na África Ocidental em particular é tão grande que são necessárias análises mais detalhadas tanto da morfologia quanto da variação de DNA dessas abelhas para delimitar e provavelmente descrever várias novas sub-espécies da África.

 

Referências

CORNUET,J M; GARNERY,L; SOLIGNAC,M (1991)  Putative origin and function of the intergenic region between CO-I and CO-II of Apis mellifera L.  Genetics 128:  393-403.

DE LA RÚA, SERRANO,J; GALIÁN,J (1998): Mitochondrial DNA variability in the Canary Islands honeybees (Apis mellifera L.).  Molecular Ecology 7:  1543-1547.

PEDERSEN,B V (1996) On the phylogenetic position of the Danish strain of the black honeybee (the Læsø bee), Apis mellifera mellifera L. (Hymenoptera: Apidae) inferred from  mitochondrial DNA sequences.  Ent scand 27:  241-250.

PEDERSEN,B V (1998) DNA-analyser av bin.  Nordbi 2:  24-32.

RUTTNER,F (1988) Biogeography and taxonomy of honeybees.  Springer Verlag, Berlin, Germany.

WILLIS,L G; WINSTON,M L; HONDA, B M (1992) Phylogenetic relationships in the honeybee (genus Apis) as determined by the sequence of the cytochrome oxidase II region of mitochondrial DNA.  Mol Phylogenet Evol 1:  169-178.

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